Vídeo Áudio Descrição


A vídeo áudio descrição é uma técnica que surgiu como serviço específico para a descrição das cenas para as pessoas com deficiência visual. Um recurso que permite a inclusão dessas pessoas no cinema, no teatro e em programas de televisão.
O trabalho consiste em preencher apenas os espaços sem diálogo ou sem ruído. A áudio descrição precisa ter harmonia com o filme. É preciso um grande poder de síntese e noção de como as informações podem ser dadas de forma clara, percebendo o foco principal de cada cena.
Algumas das regras principais da áudio descrição é não antecipar, não julgar e nem tentar explicar o filme. O áudio descritor tem de ser fiel ao exposto na tela. Não pode dar a própria opinião e nem informações subjetivas, como ‘o homem está emocionado’, mas se ele está chorando, por exemplo.
         
Em produtos audiovisuais, a áudio descrição é adicionada em um segundo canal de áudio. No caso da televisão, através de um canal que disponibilize esta banda extra de áudio, geralmente acionada pela tecla SAP (Programa Secundário de Áudio) dos televisores. Neste trabalho a áudio descrição será do tipo “áudio descrição gravada”, em que o processo se dá nas seguintes etapas:
  • Estudo e Roteiro: O roteirista estuda a obra a ser descrita e produz um roteiro com os textos a serem narrados. 
  • Ensaios e Ajustes: Depois do roteiro pronto, o ator-áudio descritor deverá ensaiar a colocação das falas narradas nos locais previamente escolhidos. Este é o momento onde ocorrem pequenos ajustes de tempo ou a troca de uma palavra por outra para que a descrição fique adequada.
  • Gravação: Com o roteiro pronto e já tendo ensaiado, o ator-áudio descritor executa a gravação das descrições contidas no roteiro. 
  • Sincronização: O arquivo de áudio extra, contendo a áudio descrição, é editado e mixado na banda sonora original do filme ou programa, no caso da televisão e do DVD, e por meio de um canal extra de áudio. No caso do cinema, o arquivo de som é transmitido para fones de ouvido, para que essas informações complementem o som original do filme.
 Um dos sites mais importantes da atualidade é o Blidtube, o primeiro portal de entreterimento com Acessibilidade. Acesse e leia mais sobre, video audio descrição no link http://www.blindtube.com.br/
Assista o vídeo que contempla a técnica de acessibilidade para a inclusão de pessoas com deficiência.
Abraços,
Paloma Costa
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Leis de Acessibilidade


A WAI funciona como recursos para a abordagem jurídica e política de fatores dentro das organizações, incluindo uma lista de importantes leis e políticas em todo o mundo.
Como resultado das Diretrizes WCAG 2.0, que é a principal referência mundial em termos de acessibilidade na Web, Portugal regulamentou em 1999 a adoção de regras de acessibilidade à informação disponibilizada na Internet pela Administração Pública para cidadãos com deficiência. Esta iniciativa impulsionada pela primeira petição inteiramente eletrônica apresentada a um parlamento, que contava com 9 mil assinaturas, transformou Portugal no primeiro país da Europa e o quarto do mundo a legislar sobre acessibilidade na Web. Em junho de 2000, ao aprovar o plano de adoção (e-Europe, 2002), que inclui o compromisso da adoção das orientações sobre acessibilidade do W3C nos sites públicos, o Conselho Europeu estendeu a iniciativa portuguesa aos 15 países da União Européia. No Brasil podemos destacar:
  • O decreto número 5296, de 2 de dezembro de 2004 que regulamenta as leis nº10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de  19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência, e dá outras providências;
  • O comitê CB-40 da ABNT, que se dedica à normatização no campo de acessibilidade, atendendo aos preceitos de desenho universal. O comitê possui diversas comissões, definindo normas de acessibilidade em todos os níveis, desde o espaço físico até o virtual;
  • Diversas leis estaduais e municipais sobre o assunto.Recentemente, muitas iniciativas e trabalhos tem sido desenvolvidos tanto no âmbito nacional como internacional. Devido à urgência de uma iniciativa governamental neste sentido, que se iniciou o trabalho de elaboração do Modelo de Acessibilidade do Governo Federal(2007), que tem com referência os padrões internacionais adaptados à realidade brasileira e que são mencionados a seguir neste trabalho.
Acessibilidade Do Governo Eletrônico(eMAG)
Buscando atender e propiciar a acessibilidade dos sites Web governamentais, como proposta eMag, foi desenvolvida a Cartilha Técnica (2005) de recomendações, que propõem detalhar a visão técnica do Modelo de Acessibilidade, expressando detalhadamente para a implementação das Recomendações de
Acessibilidade, para a construção ou Adaptação de Conteúdos do Governo Brasileiro na Internet. A Cartilha Eletrônica do Governo Federal está dividida, de forma macro, em três níveis de prioridade de acessibilidade, sendo o Nível Prioridade de Acessibilidade 1 as exigências básicas de acessibilidade; o Nível de Prioridade de Acessibilidade 2 com as normas e recomendações que sendo implementadas garantem o acesso às informações do documento; e o Nível de Prioridade de Acessibilidade 3 com as normas e recomendações que sendo implementadas facilitarão o acesso aos documentos armazenados na Web.
        
As Diretrizes de Acessibilidade do Governo Eletrônico buscam ao técnico a compreensão, a fixação e o domínio das recomendações aqui propostas. Elas não definem uma ordem de implementação, que cabe ao modelo de Níveis de Acessibilidade, contudo, agrupam as recomendações de acordo com a percepção do resultado, auxiliando nos testes manuais e implementadas nos testes automatizados, na qual veremos com mais detalhes nos posts seguintes.

Os Componentes de Acessibilidade na Web


São essenciais que diferentes componentes do desenvolvimento Web interajam, para que o conteúdo seja acessível. Conforme a WCAG 2.0, os componentes de acessibilidade, mostram como a acessibilidade na Internet depende destes componentes no desenvolvimento Web e da  interação, com as diretrizes que se aplicam o WAI (WCAG, ATAG, UAAG).
World Wide Web Consortium (W3C)
A W3C tem o compromisso de levar a Web para o seu pleno potencial.  Inclui a promoção de um elevado grau de usabilidade para as pessoas com deficiência. A Web Accessibility Initiative (WAI) desenvolve o seu trabalho através da W3C, consenso baseado em processo, envolvendo diferentes atores na acessibilidade Web. Estes incluem indústria,  organizações,  governo, e muito mais.
         
Web Accessibility Initiative (WAI) 
WAI tem orientações as especificações técnicas fundamentais da Web, e são desenvolvidas em coordenação com a W3C através das diversas tecnologias existentes, como por exemplom HTML, XML, CSS, SVG, SMIL, etc.
A  WAI desenvolve estratégias, diretrizes e recursos para ajudar a tornar a Web acessível para pessoas com necessidades especias. Também desenvolve uma série de normas de acessibilidade e  de orientações que são introduzidos em componentes essenciais da acessibilidade da Web.  WCAG 2.0, constitui uma parte das diretrizes da WAI que aborda o conteúdo da Web. Os componentes Web apresentam uma acessibilidade que se relaciona com os usuários que usam navegadores Web, media players, tecnologias assistivas para interagir com o conteúdo e os desenvolvedores Web que usam ferramentas para criar e avaliar acessibilidade.
Fiquem atentos por novos posts!
Abraço,
Paloma Costa

O cego e a Inclusão Digital


Quando dizemos que uma pessoa é cega, estamos tratando de sujeitos que não possuem resíduos visuais, diferenciando-os dos deficientes visuais, que possuem, por menor que seja alguma acuidade visual.
No Brasil, 14,5% da população são pessoas portadoras de algum tipo de deficiência visual. Os resultados do Censo 2000 mostram que, aproximadamente, 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência. São pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou alguma deficiência física ou mental. Entre 16,6 milhões de pessoas com algum grau de deficiência visual, quase 150 mil se declararam cegos.
É importante destacar que a proporção de pessoas portadoras de deficiência aumenta com a idade, passando de 4,3% nas crianças até 14 anos, para 54% do total das pessoas com idade superior a 65 anos.
A medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de pessoas com neces- sidades especiais aumenta, surgindo um novo elenco de demandas para atender as necessidades específicas deste grupo.
No aspecto educacional, em 2000, a taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 87,1%. Já entre os portadores de, pelo menos, uma das deficiências investigadas era de 72,0%.(Censo, 2006)
Para um proposta de construção dos materiais digitais acessíveis para os cegos, é fundamental ter como base a inserção social destes sujeitos, seguida por uma metodologia de confecção destes materiais para atingir a qualidade de informação acessível .
As Tecnologias Inclusivas, abordam aspectos relevantes acerca de um conjunto de ajudas técnicas para materiais acessíveis. Foi  muito além de servir para compensar  incapacidades, pois podem estender e valorizar o contexto de desenvolvimento e atuação das pessoas com necessidades especiais.  Por exemplo,  ao utilizar os sistemas de ajuda apoiados pelo computador, um aluno cego pode através de um Braille portátil, participar e interagir realizando normalmente,  tarefas a nível universitário.
Existem muitos cenários de pessoas com diferentes tipos de deficiência utilizando tecnologias inclusivas e estratégias adaptativas para acessar a Web. Em alguns casos, os  cenários mostram como a Web pode fazer algumas tarefas mais fáceis para as pessoas com deficiência. O usuário cego, não utiliza o mouse para executar as tarefas dos vários aplicativos, pois eles exigem coordenação visual, sendo o teclado a solução facilitadora.
Os teclados em   Braille, não são facilmente encontrados, portanto acabam utilizando qualquer teclado comum de micro-computadores. Tecnologias inclusivas  como os leitores de telas, associados a sintetizadores de voz ou monitores e linhas Braille, complementam o acesso web para pessoas cegas. Portanto, normalmente são usados os teclados comuns para escrever, e as tecnologias inclusivas para
ler.
Os cegos geralmente usam computadores com a ajuda de softwares leitores de tela. Infelizmente, não são comuns em PCs públicos, como em bibliotecas ou cybercafés e nem suportados para ler a informação completa.
É de suma importância desenvolver e planejar uma Web acessível, contudo estaremos contribuindo para a inclusão digital de mais pessoas. Por isso ser tão importante, os materiais desenvolvidos serem avaliados com leitores de tela.
Vamos discutir este post! Vocês concordam com isso?
Abraços,
Paloma

Acessibilidade na Web


A Web oferece a possibilidade de um acesso sem precedentes à informação e interação de muitas pessoas com deficiência. A acessibilidade na Web significa que pessoas com alguma deficiência, seja ela de qualquer natureza, possam perceber, entender, navegar, interagir e contribuir para na web participar mais ativamente na sociedade.(CORDE, 2008).
O princípio fundamental da acessibilidade é projetar web sites, softwares e conteúdo, para atender diferentes necessidades dos utilizadores, preferências e situações à flexibilização do acesso à informação e da interação dos usuários que possuam algum tipo de deficiência no que se refere aos mecanismos de navegação e  de apresentação dos Web sites, à operação com software, com hardware e às adaptações aos ambientes e situações (GUIA, 1999). 
Conforme Conforto e Santarosa (2002), existem muitas situações em que os recursos disponíveis nos Web sites não são acessíveis a todos os usuários. Portanto, a acessibilidade envolve diferentes áreas. Entre elas podemos citar :
  • a acessibilidade ao computador que engloba programas (software) de acesso diferenciados tipos de ajudas técnicas para o uso genérico do acesso aos computadores e periféricos;  
  • a acessibilidade ao Navegador, os quais podem ser genéricos como o Internet Explorer e o Firefox. Contudo, existem navegadores específicos que oferecem facilidade de acesso a diferentes usuários como o navegador só de texto LYNX para cegos;
  • a acessibilidade ao planejamento de páginas WEB, que envolve várias dimensões como conteúdo, estrutura e formato. 
No próximo post, serão abordado os sujeitos cegos como o público-alvo da construção de uma metodologia de desenvolvimento para materiais digitais acessíves na Web.
Abraços,
Paloma Costa

Bem vindo ao Blog Inclusão Digital na Web!


Inclusão Digital é aquela na qual todas as pessoas sem distinção, estão habilitadas livremente para criar, receber, compartilhar e utilizar informação para o seu desenvolvimento econômico, social cultural e político (ABERJE,2003).
A Internet pode ser um grande meio de informação para as pessoas com deficiência se pequenas atitudes, forem tomadas. Em nosso país existe uma Lei de Acessibilidade (nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000), que necessita de revisão, por não conter a questão do acesso à internet.
O direito de acesso à informação, educação, cultura e lazer, que deveria ser garantido, não vem sendo cumprido, devido às dificuldades encontradas no acesso por usuários deficientes visuais. (Castro, 2006). Guilherme Lira (2005), presidente da ONG Acessibilidade Brasil  que trabalha em parceria com o governo federal na formulação das novas regras para adequar os portais e sítios do governo na internet, afirma que, “antes os portadores de necessidades especiais eram duplamente excluídos, pela deficiência e pela falta de inclusão digital e que um mundo onde não haja exclusão está sendo construído. Isso está acontecendo no mundo inteiro e deve envolver pelo menos a metade da população brasileira” (Acessibilidade Brasil). O presidente da ONG conta ainda que esse modelo é fundamental para aproximadamente 24,3 milhões de pessoas com deficiência no país.
O uso de materiais digitais acessíveis em contextos educacionais vai ao encontro do que diz Menezes (2006) quando ressalta que a Informática na Educação pode potencializar a inclusão de alunos com necessidades especiais no sistema regular de ensino, pois são dois grandes desafios que a sociedade atual impõe aos profissionais da Educação.
As novas tecnologias da informação e da comunicação prometem suscitar uma transformação radical na vida em sociedade ao permitir ouvir a voz do plural, a enunciação coletiva,  condição-chave para  a construção de uma sociedade de plena participação e de igualdade. (Conforto e Santarosa, 2002).
O principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade à todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais,  estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as comunidades.
Na verdade, deveria existir uma continuidade de serviços e apoio proporcional ao contínuo de necessidades especiais encontradas dentro da escola.(DECLARAÇÃO DE SALAMANCA.1996).
No próximo posst, apresentamos  os princípios básicos da Acessibilidade na Web visando explicitar aspectos fundamentais à temática aqui discutida.
Comentem este post para que possamos aprofundar e compartilhar informações!
Abraços,
Paloma Costa

O uso de cores em materiais digitais educacionais


Um esquema de cores consistente pode servir como ferramenta de navegação. As cores podem estabelecer o “tom” de um site, mais informal, mais alegre, ou mais elegante e formal, etc. Porém, cores também podem causar distração do objetivo principal. Use cores para agrupar ou relacionar informações e atrair atenção aonde você a quer. Não use cores arbitrariamente; “os usuários interpretam que as cores são importante ou estão relacionadas de alguma forma” (Howlet, 1996).

As pesquisas mostram que a maior parte dos estudantes prefere visuais coloridos do que aqueles em preto e branco. Porém, não há nenhuma diferença significativa na aprendizagem, a menos que cor seja um elemento essencial do conteúdo a ser aprendido. Por exemplo: quando alunos devem aprender a montar um circuito elétrico com diferentes fios coloridos, nesse caso a presença de cores é essencial. (Heinich, Molenda & Russel, 1989).

Estudantes daltônicos percebem as cores e os contrastes de forma diferente. Esta diferença pode tornar o uso desse recurso inútil para esses usuários. Atenção também para a diferença técnica entre os monitores, uma determinada cor que parece boa no seu monitor pode parecer horrível num outro. Seja qual for o seu uso de cores, certifique-se que ele reforça a proposta educacional e não se torna uma distração.