O cego e a Inclusão Digital

Quando dizemos que uma pessoa é cega, estamos tratando de sujeitos que não possuem resíduos visuais, diferenciando-os dos deficientes visuais, que possuem, por menor que seja alguma acuidade visual.
No Brasil, 14,5% da população são pessoas portadoras de algum tipo de deficiência visual. Os resultados do Censo 2000 mostram que, aproximadamente, 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência. São pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou alguma deficiência física ou mental. Entre 16,6 milhões de pessoas com algum grau de deficiência visual, quase 150 mil se declararam cegos.
É importante destacar que a proporção de pessoas portadoras de deficiência aumenta com a idade, passando de 4,3% nas crianças até 14 anos, para 54% do total das pessoas com idade superior a 65 anos.
A medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de pessoas com neces- sidades especiais aumenta, surgindo um novo elenco de demandas para atender as necessidades específicas deste grupo.
No aspecto educacional, em 2000, a taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 87,1%. Já entre os portadores de, pelo menos, uma das deficiências investigadas era de 72,0%.(Censo, 2006)
Para um proposta de construção dos materiais digitais acessíveis para os cegos, é fundamental ter como base a inserção social destes sujeitos, seguida por uma metodologia de confecção destes materiais para atingir a qualidade de informação acessível .
As Tecnologias Inclusivas, abordam aspectos relevantes acerca de um conjunto de ajudas técnicas para materiais acessíveis. Foi  muito além de servir para compensar  incapacidades, pois podem estender e valorizar o contexto de desenvolvimento e atuação das pessoas com necessidades especiais.  Por exemplo,  ao utilizar os sistemas de ajuda apoiados pelo computador, um aluno cego pode através de um Braille portátil, participar e interagir realizando normalmente,  tarefas a nível universitário.
Existem muitos cenários de pessoas com diferentes tipos de deficiência utilizando tecnologias inclusivas e estratégias adaptativas para acessar a Web. Em alguns casos, os  cenários mostram como a Web pode fazer algumas tarefas mais fáceis para as pessoas com deficiência. O usuário cego, não utiliza o mouse para executar as tarefas dos vários aplicativos, pois eles exigem coordenação visual, sendo o teclado a solução facilitadora.
Os teclados em   Braille, não são facilmente encontrados, portanto acabam utilizando qualquer teclado comum de micro-computadores. Tecnologias inclusivas  como os leitores de telas, associados a sintetizadores de voz ou monitores e linhas Braille, complementam o acesso web para pessoas cegas. Portanto, normalmente são usados os teclados comuns para escrever, e as tecnologias inclusivas para
ler.
Os cegos geralmente usam computadores com a ajuda de softwares leitores de tela. Infelizmente, não são comuns em PCs públicos, como em bibliotecas ou cybercafés e nem suportados para ler a informação completa.
É de suma importância desenvolver e planejar uma Web acessível, contudo estaremos contribuindo para a inclusão digital de mais pessoas. Por isso ser tão importante, os materiais desenvolvidos serem avaliados com leitores de tela.
Vamos discutir este post! Vocês concordam com isso?
Abraços,
Paloma

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